Vale do Café é a denominação turística para o conjunto de 15 municípios do Vale do Paraíba do Sul Fluminense, localizado a cerca de 120 km da cidade do Rio de Janeiro. São eles: Barra do Piraí, Barra Mansa, Conservatória, E. Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi, Paraíba do Sul, Paty dos Alferes, Pinheiral, Pirai, Rio das Flores, Valença, Vassouras e Volta redonda, que na década de 1860 produziam 75% do café consumido no mundo e garantiam ao Brasil a condição de líder mundial na produção e exportação de café.

 

Hoje, cerca de 30 dessas fazendas estão abertas à visitação. O dinheiro do café possibilitou a construção de ferrovias, iluminação pública e proveu todo o tipo de investimento em infra-estrutura que o Brasil fez durante esse período do séc XIX.

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Conheça as cidades do Vale do Café

Barra do Piraí

Situado a apenas 117 Km do Rio de Janeiro, o município de Barra do Piraí ainda conserva em suas igrejas e casarões a opulência dos anos de prosperidade no Vale do Café. Algumas de suas antigas fazendas agora estão abertas à visitação, outras se tornaram pousadas para receber os turistas.

 

A cidade se chama Barra do Piraí, pois Barra quer dizer foz de um rio. E como em Barra do Piraí, o rio Piraí se lança no rio Paraíba do Sul, formando assim a foz do rio Piraí. Logo como Barra do Piraí é uma cidade cortada por dois rios; o rio Paraíba do Sul e o Piraí, nada mais adequado do que o seu nome.

 

A origem de Barra do Piraí remonta aos meados do século XIX, quando se formaram dois povoados: São Benedito e Sant' Ana. Elevada a município em 1890, começou a tornar-se importante e a desenvolver-se em 1864, com a chegada da estrada de ferro Dom Pedro II – mais tarde denominada Central do Brasil. A partir daí, progressivamente, Barra do Piraí cresceu e tornou-se o maior centro comercial da região cafeeira.

 

    

 

   

Barra Mansa

Barra Mansa ainda conserva as antigas fazendas do período do auge da cultura cafeeira no país. Grande centro de distribuição na época, suas construções resistiram ao tempo e, em sua maioria, preservaram o estilo neoclássico na arquitetura.

 

O município de Barra Mansa fica localizado às margens do Rio Paraíba do Sul, na região fluminense do Médio Vale do Paraíba, entre as Serras do Mar e da Mantiqueira. A cidade foi formada na margem direita do Rio Paraíba do Sul e cresceu longitudinalmente ao longo do mesmo.

 

Na década de 40, surgiram soluções verticais e os bairros residenciais alastraram-se e ocuparam vales próximos e áreas distantes. Barra Mansa e Volta Redonda, juntas, exercem influência direta sobre grande parte da Região do médio Paraíba, bem como sobre a porção meridional do Centro-Sul fluminense.

 

     

 

     

Conservatória

Conservatória é conhecida por ser a capital da seresta. Nos finais de semana, é comum encontrar percorrendo as ruas do lugarejo diverso seresteiros, seguido sempre de uma pequena multidão. A tradição teria se iniciado com os tropeiros e se estendeu até os nossos dias.

 

A princípio, Conservatória era um aldeamento dos índios Araris. Mais tarde passou a ser chamada de Conservatório dos Índios e finalmente Conservatória - a "Capital Mundial da Seresta". A Ponte dos Arcos - um dos pontos turísticos da cidade - é uma construção feita pelos escravos entre os anos de 1880 a 1883. A ponte é toda elevada em cantaria, óleo de baleia, chumbo fundido, areia, ferro e pedras.

 

As casas em Conservatória são encontradas pelos carteiros não pelo número, mas por uma plaquinha com o nome de uma música. Quase todas são assim. Então você vai a rua das Flores na casa Chão de Estrelas ou na casa Luar de Paquetá, Saudosa Maloca, Maringá, Iracema, etc.

 

     

 

     

Engenheiro Paulo de Frontin

Maior reserva da Mata Atlântica do Rio de Janeiro, Paulo de Frontin possui um clima ameno e oferece ótimas opções de hospedagem. Seus hotéis vão do sofisticado ao rústico e contam com vários opções de lazer como caminhadas, cavalgadas e cachoeiras.

 

As terras que se estendiam pela Serra do Mar até o Vale do Paraíba, foram denominadas "Rodeio" pelos primeiros homens brancos que se fixaram ali nos fins do Século XVI. Sua denominação se deve ao fato de no local se fazer rodeios de gado destinados à Corte, cobrando-se na Barreira a taxa correspondente ao número de cabeças de gado que por ali passava.

 

O assentamento teve as suas dificuldades com escaramuças com os índios, antigos ocupantes do local, e também por ser apenas uma trilha utilizada por viajantes em demanda por outras regiões. A atual zona urbana pertencia a antiga fazenda Hermitage, de Joaquim Anjos de Oliveira do Alto, que cedendo parte de suas terras para o leito da via férrea, trouxe para Rodeio a Estrada de Ferro e, com ela, o começo de uma nova era.

 

A cidade recebeu o novo nome em homenagem a André Augusto Paulo de Frontin.

 

     

 

     

Mendes

Mendes teve sua origem com a circulação dos tropeiros na região ainda no século XIX. Muitas de suas igrejas e construções datam justamente dessa época. Quando chegar a Mendes respire fundo. Se você mora na cidade grande, é possível que fique tonto. O ar é tão puro que age nos pulmões acostumados à poluição da metrópole como um entorpecente.

 

Em Mendes, a ordem é descansar e curtir o ritmo lento da cidade do menor município do Rio de Janeiro. Sente-se num banquinho no centro e observe como a vida corre fácil, uma beleza. Charretes se fundem na paisagem, e há ruas em que carros ainda são atração, fazendo moradores virarem o pescoço para ver quem passa.

 

Um dos maiores orgulhos de Mendes é ter sido classificada pela UNESCO, na década de 50, como o quarto melhor clima do mundo. A temperatura, sempre fica em torno de 18 graus.

 

    

 

    

Miguel Pereira

Devido a sua altitude em relação ao nível do mar, o município de Miguel Pereira é considerado o terceiro melhor clima do mundo. Cercado de montanhas e colinas possui uma exuberante beleza natural, sem falar nos excelentes hotéis e restaurantes.

 

Os habitantes de Miguel Pereira têm bem mais do que o prazer de respirar o ar puro do terceiro melhor clima do mundo. "Eles têm ainda o privilégio de desfrutar do ar histórico e tranqüilo que marca há anos a Região Serrana".

 

O terceiro melhor clima do mundo é o de uma região situada no Estado do Rio de Janeiro, no Maciço da Serra do Couto, na Serra do Mar. É justamente nesse lugar que se situa o município de Miguel Pereira. Esse título é devido à combinação da altitude (618 metros em relação ao nível do mar), topografia, vegetação e o clima temperado e subtropical da cidade, com verões bem quentes e relativamente úmidos e invernos rigorosos, porém secos. A temperatura média no verão é de 28º C e, no inverno, de 19ºC.

 

    

 

     

Paracambi

Paracambi ainda preserva algumas construções que remetem ao período do auge da cultura cafeeira, como a Cia Têxtil Brasil Industrial, construída no século XIX.

 

O município de Paracambi (Rio dos Macacos) nasceu da união de dois distritos, o 7º de Vassouras chamado Tairetá, e o 3º de Itaguaí, denominado Paracambi. Na verdade, as duas vilas confundiam-se, formando uma só família, tendo apenas a dividi-la politicamente o Rio dos Macacos, sem contudo separá-las socialmente.

 

Na 2ª década do século XX, a vila experimenta novo progresso, a Fábrica de Tecidos, que fora fundada pelos ingleses e mais tarde adquirida por um grupo de franceses. Na administração do Sr. Domenique Level, é instalado na vila o serviço de abastecimento d'água potável, o Rio dos Macacos é drenado, fundou-se uma banda musical, enfim, transformou-se na renda social da vila, que ganha ainda, dado ao seu progresso uma Coletoria Federal.

 

     

 

     

Paraíba do Sul

A cidade possui aconchegantes pousadas e hotéis fazendas com várias opções de lazer como trilhas para caminhadas e cavalgadas. Sem falar no Parque das Águas Minerais Salutaris, famoso por suas fontes terapêuticas.

 

Em 1681 Garcia Rodrigues Paes, filho do Bandeirante Fernão Dias, descobriu um remanso no Rio Paraíba do Sul. Paraíba do Sul está intimamente ligada à história da Inconfidência. Possui na Vila de Sebolas, 3º distrito, os restos mortais de Tiradentes; que por determinação da sentença de morte, foram expostas em frente à fazenda das Sebollas, local onde o inconfidente pregava a Independência do Brasil.

 

     

 

     

Paty dos Alferes

Paty do Alferes foi o primeiro povoado da região serrana do Rio de Janeiro. Hoje, algumas de suas antigas fazendas estão abertas à visitação, como as fazendas Pau Grande e a Monte Alegre – que dispõe de um parque de esculturas do escultor Gabriel Fonseca.

 

As primeiras notícias que se tem sobre Paty do Alferes são do século XVII, quando o sertanista Garcia Rodrigues Paes abria caminho de Minas Gerais ao Rio de Janeiro e deparou com as terras do Alferes Leonardo Cardoso da Silva, conhecidas na época como "Roça do Alferes".

 

O nome se refere à grande quantidade de patis (palmeiras de pequeno porte) encontradas no local. O proprietário possuía a patente militar de alferes (denominação da época para tenente).

 

Paty do Alferes, um dos berços da ocupação do interior do Estado do Rio de Janeiro, é citada em antigos e importantes relatos dos grandes estudiosos de história do Brasil, demonstrando a relevância da História do município na colonização da Região do Vale do Ciclo do Café.

 

     

 

     

Pinheiral

Uma tranqüila cidade no sul do estado, com ar puro, uma população hospitaleira e amiga. O turista que vier a Pinheiral ainda pode visitar a fazenda do Colégio Agrícola Nilo Peçanha e as ruínas do Casarão. Também pode tomar um delicioso banho em águas cristalinas da cachoeira dos Três Saltos.

 

As terras, onde hoje está localizado o Município de Pinheiral, tiveram como primeiros habitantes, os índios da tribo dos "Coroados", que até o século XIX, se confrontavam com os primeiros desbravadores brancos. Sua data de fundação é 13 de junho de 1995, quando o município se emancipou de Piraí.

 

Sua economia é baseada na agropecuária, tendo pequenas indústrias de transformação em seu território. Possui uma área de 77 km² e faz divisa com os municípios de Volta Redonda (a Oeste), Barra do Piraí (ao Norte) e Piraí (a Sul e Oeste).

 

     

 

     

Piraí

O município de Piraí nos remete à época de prosperidade do Vale do Café. Seu primeiro núcleo de povoação se desenvolveu junto à capela de Sant'anna, datada de 1772.

 

O território do município de Piraí foi desbravado em conseqüência do trânsito realizado entre a região das Minas Gerais e Rio de Janeiro, através do Rio Paraíba. O núcleo primitivo desenvolveu-se junto à pequena capela de Santanna do Piraí, erguida por volta de 1772. A localidade rapidamente progrediu, atraindo inúmeros colonos que buscavam terras férteis para seu cultivo.

 

Nos meados do século XX a inauguração da rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo foi um importante acontecimento, pois essa rodovia passa justamente pela sede do município. Isso acabou inserindo Piraí numa rota fundamental da economia brasileira.

 

     

 

     

Rio das Flores

A colonização e o desbravamento das terras que deram origem ao atual município foram motivados pela expansão das plantações de café ainda no século XIX.

 

Suas fazendas históricas nos remetem à época de prosperidade desse período. Segundo consta das notícias sobre o roteiro da expedição chefiada por Martim Corrêa de Sá, ainda em 1597, o Paraíba era utilizado como via de acesso ao território das "Minas". Por aquela data chegou aquele capitão por mar, a Paraty acompanhado de 700 portugueses e 200 índios penetrando em São Paulo rumo a Pindamonhangaba, onde atingiu o vale do Rio Paraíba, cujo curso seguiu até chegar à foz do rio Paraibuna.

 

Vemos assim que desde a abertura desse caminho, na segunda metade do século XVI as margens do Paraíba, pertencentes hoje ao território de Rio das Flores já eram conhecidas.

 

     

 

     

Valença

Sua colonização teve início com uma aldeia indígena ainda no século XVIII. Com o desenvolvimento da cultura cafeeira, o povoado de Valença foi elevado à categoria de cidade.

 

Em 1789, foi iniciada a catequese dos habitantes de vários aldeamentos indígenas. Uma das primeiras providências tomadas pelos colonizadores foi a de construir uma tosca e pequena capela, no principal aldeamento dos Coroados e a sua 1ª missa em 1803, foi dedicada à Nossa Senhora da Glória de Valença em 1903.

 

Com a abolição da escravatura o perfil sócio-econômico do Município foi redesenhado - a decadência da produção cafeeira deu lugar a criação de gado, transformando o Município em um dos maiores fornecedores de leite e exportador de laticínios. O setor industrial representa importante fonte de absorção de mão-de-obra.

 

Valença tem também um forte potencial turístico, representado por seu clima, suas cachoeiras,rios e especialmente por suas antigas fazendas de café.

 

     

 

     

Vassouras

Vassouras foi a cidade de maior projeção do ciclo do café no Vale do Paraíba. Ainda hoje conserva os imponentes casarões e monumentos, testemunhas da riqueza e glória da região no século XIX.

 

A Vila de Vassouras foi criada em 15/01/1833, até então pertencia a Vila de Paty do Alferes que passa a ser integrante da nova vila. Em 29/09/1857, comprovando o seu desenvolvimento e o crescimento da economia do café, é elevada a categoria de cidade. Seu nome é devido à abundância de um arbusto - tupeiçava - muito utilizado na confecção de vassouras.

 

Hoje Vassouras nos fascina pela sua permanência que muitas décadas não conseguiram apagar, e seu conjunto histórico urbanístico e paisagístico está protegido pelo processo de tombamento 566-T-57 de 26.06.1958 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN-MinC.

 

Em 24 de dezembro de 1984, Vassouras foi declarada por força de lei em estância turística.

 

     

 

     

Volta Redonda

Com o declínio da produção cafeeira na região do Vale do Paraíba, a atividade industrial foi a principal estratégia para o desenvolvimento de Volta Redonda.

 

Corria o ano de 1727, quando os jesuítas, após demarcarem a Fazenda Santa Cruz, na baixada que ainda hoje guarda este nome, cruzaram a Serra do Mar abrindo caminho para a colonização do médio Vale do Paraíba. No ano seguinte foi aberta uma estrada ligando Rio de Janeiro a São Paulo.

 

Em 1941 tem início o ciclo de industrialização de Volta Redonda, escolhida como local para instalação da Usina Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em plena II Guerra Mundial, marcando as bases da industrialização brasileira.

 

     

 

     

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